Uma reforma nos sutiãs

Eu queria pegar a louca que inventou essa tal de revolução feminista.
Considero-me uma mulher moderna com ambições profissionais. Prezo pela minha liberdade de expressão, mas, igualdade dos sexos ? Definitivamente não.
Eu me considero mais frágil que os homens, mais desorientada e até menos privilegiada. Lógico, eu não posso fazer xixi num muro e ficar tudo bem.
A mulher que criou essa confusão toda deveria ter sofrido algum trauma na infância, ou com preconceitos sexuais sérios.
Estávamos quietas, cozinhando um belo ensopado com legumes para o jantar, ouvindo Charles Aznavour no rádio. Costurando lindos xales, lendo muito livros e revistas de moda. Fazendo massagens, cuidando das crianças, e às vezes nem isso; contratávamos uma mulher robusta para as tarefas mais pesadas.
Para manter o contato com o mundo, fazíamos cursos de etiqueta, culinária, corte costura, artes… Vivia-se muitíssimo bem esperando o marido voltar do trabalho, e nos fins de semana, um baile dançante e passeios no parque. Eu duvido que você nunca se imaginou numa vida dessas.
Para acabar com a vida de nós, mulheres, vem uma descontrolada e diz que temos que trabalhar como os homens (ganhando menos). Viver como os homens, porque nós somos todos iguais.
Só se for ela, barriguda e cheia de pêlo.
Pronto. Aí, a mulher que cuidava da casa, da alimentação, do marido, dos filhos e do cachorro, agora cuida também do carro, do trabalho e da metade de tudo que era função só dele.
O que mudou? Muitas ainda prestam conta ao marido, ainda dependem deles e eles continuam dizendo que somos péssimas no volante.
Nossa jornada de trabalho duplicou e os olhares críticos da sociedade, minha cara, ainda não saíram de cima de nós. Temos que prestar mais contas, não tão explícitas como antigamente, mas a realidade é que temos que ser boas esposas, boas mães, profissionais, dona de casa e ainda ótimas putas.
Estamos sendo julgadas e analisadas principalmente pelas próprias mulheres, que mantêm essa guerra invisível aos olhos.
A autonomia financeira e o poder nos dado pelo feminismo com certeza foi um dos maiores passos dados pela humanidade, mas esqueceram de perguntar se todas elas eram a favor. Em grande parte eu sou, não me imagino em certas situações antes da revolução dos sutiãs, mas, por favor, não me iguale tanto assim.

Xêro,

Tyta Melro

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