Mulher de plástico

Peito, bunda, boca. Unha, cabelo, maquiagem. Tudo fake!  O que mais as indústrias vão criar para o proveito da beleza?  Quando nos referimos a este assunto, diversos fatores entram em questão.

Elementos biológicos, sociais, climáticos, ambientais e até históricos são relevantes para formação de um conceito de beleza. Contudo, em cada região habitada deste planeta, há um paradigma a ser seguindo. Seja ele ter longas madeixas loiras ou o um longo pescoço cheio de argolas, como em uma tribo tailandesa. Na China antiga as mulheres que tivessem o menor pé, eram disputadas quase a tapa entre os homens. Em países árabes as mulheres que se vestem com mais roupas são as mais desejadas.  Cada cultura com o seu padrão de beleza. Aqui no Brasil as mulheres de maiores bumbuns dominam qualquer parada.

Essa busca incessante pela perfeição física esta a cada década mais longe de ter um fim. Na verdade essa necessidade da humanidade jamais acabará, pelo simples fator de que a maioria dos animais racionais, ou não, são abundantemente vaidosos.

Mas esse desejo tem se tornado uma obsessão desacelerada, principalmente por essas bandas do ocidente, onde a moda está em constante evolução, trazendo e levando modelos cada vez mais exigentes e difíceis de serem copiados. Do mesmo modo a mídia sempre presente e manifestando de forma rasteira, ou não, o seu máximo poder de persuadir – “compre baton”.

Eu não estou culpando ou inocentando nada. Apenas mencionando o quão reféns somos de nós mesmos e apesar da trabalhosa tarefa, adoramos essa crença à beleza física.

E a tecnologia cada vez avançando mais em produzir e proporcionar uma vasta quantidade de produtos fakes nas prateleiras. Hoje tudo pode ser postiço: unha, cílios, maquiagem, cabelo, bumbum, peito, lábios… Salvo o cérebro que ainda não inventaram um de plástico. Apesar disso amiga, se tudo em você for de origem laboratorial, conserve a sua cabeça em estado original.

Uma pesquisa feita nos USA no inicio de 2010 revelou que:

79% de 2000 mulheres entrevistadas acreditavam que sua vida social melhoraria se elas fossem mais magras como a socialite Nicole Richie.
83% pensavam que as celebridades que estivessem acima do peso viviam vidas infelizes.
60% disseram que a sua aparência era a sua maior preocupação na vida.

Vivemos em uma sociedade que determinou um padrão de beleza, de forma autoritária e atroz, inacessível para a maioria dos seres humanos. E mesmo assim, estamos relutantes em seguir e nos decepcionamos quando (na maioria das vezes) não alcançamos a expectativa do nosso público. Por tanto fia, se você for zambêta, caolha ou banguela; infelizmente estarás fora do circuito beauty of the world. Na vida a tal realidade é burra e crua, ainda assim para raças mais evoluídas, como eu e você, a beleza não é assim tão fundamental.  Prezamos pelo conjunto fatores que nos torna pessoas sem precedentes.

Xêro,

Tyta Melro

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One thought on “Mulher de plástico

  1. […] de amigos não existe ninguém com mais de 1,70 e apenas 57 quilos. Mas, já conversamos sobre isso por aqui, […]

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