A nova tendência dos anos 40

Imagina manter-se bonita no auge de uma guerra. Pois foi com poucos recursos e muita criatividade que as mulheres dos anos 40 conseguiram sustentar-se na moda.

Muitos ateliês em paris fecharam as portas durante a 2ª guerra e a limitação nas quantidades dos tecidos que podiam ser comercializados para fabricação de roupas, era bem real. Toda seda ia para a fabricação de paraquedas.

A tendência militar deu um toque nas roupas pesadas e serias da época.  A viscose, o raiom, fibras sintéticas e o “tweed”, eram os tecidos alternativos que se viam nos vestidos feminino e poucas cores e delicadeza  nos sapatos.

Os cabelos descuidados, por consequência da falta de cabeleireiras, eram escondidos em chapéus, lenços e turbantes. A maquiagem era improvisada com material caseiro e foi substituída por graxa (como rímel) e vinho tinto (como blush). Com a falta do náilon e seda, as meias finas eram feitas de maneira bem inusitada, com pintura atrás das pernas imitando a costura. Nesse tempo, as mulheres arrasavam no quesito improviso.

A alta -costura ficou bem restrita nesse momento, e com certeza essa foi a década mais elegante e “glamour” do século passado, pra quem podia. As divas do cinema auxiliavam como referencia:  Veronica Lake, Marlene Dietrch e Lauren Bacall ditaram moda.

Mas a semelhança com o “militarismo” do inverno 2010 não é mera coincidência. Tudo recomeça na moda e as jaquetas, casacos e coat- dress pesados – com ombros marcados – verde oliva ou caqui com corte seco, ressuscitam bem “luxo”.

A guerra devastou e massacrou cidades e famílias, e nesse momento as mulheres mudaram a visão e o comportamento em relação o mundo. Preencheram as vagas de trabalhos tradicionalmente masculinas.  Sem os seus filhos e maridos, a esperança e auto estima eram quase inexistentes, e sem recursos , as mulheres tentavam sobreviver ao caos com o mínimo de elegância.

De um lado, a grande guerra e homens lutando no front. Do outro, mulheres saindo para o mercado de trabalho e assumindo um papel de protetora da família e esteio da sociedade, se adaptando a nova realidade e transformando a moda e a história feminina.

Isso deixa evidente a nossa força de se reinventar em tempos difíceis. Constata a nossa garra e sagacidade em lidar com os obstáculos e circunstancias de necessidades urgentes.

Nós é que temos a força!

Xêro,

Tyta Melro

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